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A SABABV- Associação dos Amigos do Bairro Alto da Boa Vista, formada por voluntários, foi fundada em 1980 e desde então tem trabalhado para manter as características de bairro residencial, sua massa arbórea, permeabilidade e pelas melhorias de nossa região. Como forma de otimizar recursos, informações e contatos mantemos uma sede compartilhada com outras entidades: como a SAJAPE, Associação dos Moradores dos Jardins Petrópolis e dos Estados, e a OSCIP Ciranda, que representa as associações de bairro de Santo Amaro.

Sede da SABABV

Av. Adolfo Pinheiro, 2464, sala 22
Santo Amaro, São Paulo, SP
CEP 04734-902

Contato

(11) 5532-1367 e (11) 3854-7372

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Nosso estatuto: acesse aqui

Área de abrangência

A área de cobertura pela Associação tem como principais limites: Rua São Benedito, Rua Job Lane, Min. José G. Rodrigues Alckmin, Alberto Hodge, Vigário João de Pontes, Belterra e São José. Vide mapa:

Diretoria

No triênio 2019 e 2021 a diretoria é composta por:

Transparência

Para conhecer sobre nossas ações e suas despesas, seja associado e solicite à secretaria pelo sababv@altodaboavista.org.br

Áreas de Atuação

Em 40 anos de existência temos trabalhado pela manutenção das características ambientais do bairro e tentado preservar o uso residencial. Mais recentemente vimos atuando por: 

História do bairro Alto da Boa Vista

O Bairro do Alto da Boa Vista não se iniciou espontaneamente, através de uma ocupação sem planejamento.

Embora não tenha sido planejado como um bairro “Jardim”, como os planejados pela Cia City em São Paulo, o Alto da Boa Vista também foi planejado. A grande diferença é que este planejamento foi feito pela Câmara Municipal de Santo Amaro, entre o anos de 1880 e 1890.

A cidade de Santo Amaro, que começou a existir de forma independente em 6 de Julho de 1833 e durante quase um século, até 1914, foi a responsável através de sua Câmara Municipal pelas concessões de terras no Município de Santo Amaro e também a responsável pelo arruamento, divisão em lotes e distribuição destes lotes na área que se denominou Alto da Boa Vista.

Ou seja, a área que corresponde ao bairro e as suas vizinhanças, desde os limites da Vila de Santo Amaro até os limites do Município, pertencia ao município, como terras devolutas e eram distribuídas através de concessões pela Câmara Municipal. (Eram considerado devolutos e públicos os terrenos que se estendiam  por cerca de ½ légua em sua extensão até o Córrego do Cordeiro com mais ¼ de légua de largura.’ Conforme relatório elaborado pelo Sr. Plinio Schmidt em 1972. Há duas plantas desta região: a primeira  de 1890, foi elaborada por Guilherme Belfort e segunda de 1915, elaborada pelo Engenheiro Carlos Martins Houck a pedido da Câmara Municipal de Santo Amaro.)

As concessões eram determinadas pelo presidente da Câmara e, em 1881 houve pessoas que receberam de uma só vez, 20 “datas”. Estas áreas eram concedidas gratuitamente. Essas concessões cessaram em 1914.  Sendo que as datas correspondentes à área do Alto da Boa Vista, foram distribuídas por concessões por volta de 1890.

Plantas do  bairro (1936) mostram que ele começava no que era chamado de Estrada Velha de Santo Amaro (hoje Av. Santo Amaro) e subia em direção à Chácara Flora. Os limites eram o Jardim Petrópolis, o Jardim dos Estados, Rua Padre Anchieta e atual Rua Senador Vergueiro.  (Muitas ruas do Bairro foram renomeadas ao longo dos anos em homenagens prestadas pelos Vereadores). Cada data correspondia a uma área de 600m2 Os lotes eram todos iguais, com 10 ms de frente e 60ms de fundos.

Além da área arruada, existiam grandes áreas de terras transformadas em chácaras privadas,  também obtidas pelo sistema de Concessões. Chácaras na região sobrevivem ainda que transformadas como  a antiga Vila Narcisa, depois denominada Chácara Alfomares, a Chácara  Santa Helena, e a propriedade de Francisco Nemitz, hoje Chácara Flora.

Mas apesar destes incentivos à ocupação, o Alto da Boa Vista não era uma área a ser desbravada. Por essa área passava desde o início da Vila de  Santo Amaro no século XVI, o caminho do carro de boi que levava produtos agrícolas e madeira da região de Santo Amaro e de  Itapecerica da Serra até à Vila de São Paulo.

Em 14 de março de 1886, Alberto Kuhlmann inaugurou a ferrovia de Santo Amaro, com 19,1 km de extensão. Esta ferrovia começava no bairro da Liberdade, passava pelo Matadouro Municipal (hoje sede da Cinemateca), pelo que é hoje o Aeroporto de Congonhas,  entrava em  Santo Amaro atravessando o Córrego do Cordeiro, passava ao redor da atual Estação de Tratamento de Águas da Sabesp, subia pela Visconde de Porto Seguro, e descia por um caminho entre as ruas Nove de Julho e São José, terminando sua viagem na Praça Santa Cruz.

O caminho do carro de boi, que levava horas para chegar a São Paulo, passou a ser feito em 2 horas e Santo Amaro se tornou um lugar de passeio para os paulistanos. A combinação do acesso fácil com a reputação de ser uma área aprazível, o bairro e seus arredores atraíram muitos moradores e visitantes que vinham aproveitar as margens das represas para passeios e esportes náuticos.

Houve até um início de projeto, no começo da década de 1930, pelo arquiteto francês Alfred Agache (que planejou a urbanização do Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Curitiba) de urbanização de Santo Amaro para a criação de um balneário, com Avenidas ajardinadas margeando o Rio Pinheiros.

Assim como em outras cidade brasileiras, o projeto não foi adiante, Santo Amaro deixou de ser um Município após a Revolução de 1932 e as margens do rio Pinheiros tornaram-se áreas industriais.

Em 1913 a ferrovia foi substituída pelo bonde, administrado pela Light, empresa canadense. O caminho do bonde seguia,  em parte, o que era feito desde o início da ocupação da região, quando os moradores se dirigiam a São Paulo. Esta caminho já era utilizado pelos índios e evitava terras baixas, que na época das chuvas, não eram transitáveis.

Na chegada a Santo Amaro, os viajantes chegavam à nascente do rio Poly, localizada nos fundos do terreno entre a Chapel School a Chácara Santa Helena. Ali existia um tanque e uma Caixa d’água. O tanque servia para os animais e a Caixa d’água para o abastecimento da cidade de Santo Amaro. A área era conhecida como Lavapés.

No entorno, havia várias Chácaras. Hoje a área do Lavapés é a área destinada ao Parque do Alto da Boa Vista, tão aguardado pela comunidade.